terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Primaveras

No começo, a dúvida é pequena quando bate.
O sorvete é de morango ou é de chocolate.
Azul ou cor-de-rosa? Eu queria brigadeiro,
Queria acordar cedo para sonhar o dia inteiro.

Era doce ser assim, apenas mais um projeto.
Uma promessa, um talvez, algo tão incerto.

Havia dragões, sereias, navios e castelos...
Fadas que voavam na floresta de cogumelos


Parecia que eu tinha todo o tempo do mundo.
Algumas vezes desperdiçando cada segundo,
O agora eu não queria, eu queria só o depois
Queria namorar, não contar dois mais dois

Mas não é engraçada essa absurda vontade?
Eu queria ser gente grande, contente e livre.
Acontece que o mundo dói, e que na verdade
A gente não sabe o que é a vida até que vive.

E depois de já ter colhido uma ou outra violeta
Tendo visto primaveras de céu azul, cinza, lilás
Se ao menos eu pudesse desvirar a ampulheta,
Deixar o agora, fazer o tempo andar para trás...

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