segunda-feira, 14 de abril de 2008

Vinte e Quatro


No meu infinito há 24 oceanos
24 pátrias, 24 céus e 24 planos
24 dores, 24 formas de solidão
24 cores no meio da imensidão.

Todo o dia, de 24 em 24 segundos
Encontro 24 poços profundos
Cada um com 24 razões boiando
Na água. Estão elas navegando?

E onde são contadas alegrias
Conto tempo em grãos de areia
Mas calculando 6 vezes 4 dias
O comprido, de ser longo deixa

Em 24 partes fiquei dividida
Cada qual em um próprio lugar
Uma, num campo verde acolhida
Bispou folhas pálidas a voar

Logo após a 24 períodos secos
Choveu por 24 dias contínuos
Nada mais era só 'cinza e becos'
E deram 24 amores repentinos

Hoje tenho um sabor agridoce
Idéias velhas se vão como gás
E não sou quem achei que fosse
Há exatamente 24 horas atrás.

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