Ontem, enquanto procurava um novo cadidato à "livro de cabeceira" , deparei-me com um título deveras interessante de Fernando Pessoa: O Eu Profundo E Outros Eus. Fez-me todo o sentido possível e por essa razão leva o blog o nome que tem.
É importante ressaltar que não tenho pretensão de me igualar a um gênio literário como ele, e muito menos aproveitar-me de sua, porque não, divina habilidade de desenhar o ser humano em consoantes e vogais, dizendo que a idéia é de minha autoria.
O fato é que eu não sei mais que dia é hoje. Não sei que horas são, se posso dizer se é terça ou quarta.
Estando eu aqui, sozinha, mas muito bem acompanhada de todas as minhas dúvidas, esperei sentir o velho arrepio em algum instante, um segundo que fosse. E eu sabia que ele vinha. Tinha que vir, mesmo que viesse no último passo antes da cama, no último suspiro abafado de hoje. Mas ele não veio.
Eu não sei mais escrever. Desaprendi a colocar um amontoado de letrinhas na ordem correta e exigir que elas tenham significação. Esqueci de como é que se faz quando se quer contar alguma coisa, o que se diz para expressar uma idéia, um pensamento, uma opinião.
E com isso se fez silêncio.
Irônico silêncio da garota (menina?, mulher?) que nunca antes soube o que era não se posicionar e defender sua causa com unhas e dentes.
O brilhante e ensurdecedor silêncio da perda não só da esperança como também da vivacidade, de algo que esteve aqui o tempo inteiro fazendo com que tudo não parecesse em vão e evaporou-se num piscar de olhos.
De pálpebras cerradas, não vi para onde foi, não sei se posso alcançá-lo, e mesmo se pudesse, não sei dizer se o desejo.
Se é de fato verídico que para se escrever bem deve-se escrever todo dia, então aqui vou eu em uma jornada tão excitante quanto uma corrida de caracóis, ver se encontro o "sei-lá-o-quê" perdido, e o trago de volta, apesar de não ter a mínima idéia de como fazê-lo.
Só não acredite você que isso pode se definir como coragem. É mais um passatempo totalmente indispensável passando por entre os carros do trânsito caótico e nas ruas desertas, por todas as esquinas e no meio dos altos edifícios que mais parecem muralhas, tímido e quase que imperceptível (só o vêem olhos realmente atentos).
Eis aqui a minha busca eterna por partes que tive, tenho, deixei de ter e das que ainda vou adquirir. Portanto, apresento a quem quer que seja você, todos os meios cheios e vazios (afinal, é disso que as pessoas são feitas). Os meus, do meu eu profundo, e os de todos os outros eus.
É importante ressaltar que não tenho pretensão de me igualar a um gênio literário como ele, e muito menos aproveitar-me de sua, porque não, divina habilidade de desenhar o ser humano em consoantes e vogais, dizendo que a idéia é de minha autoria.
O fato é que eu não sei mais que dia é hoje. Não sei que horas são, se posso dizer se é terça ou quarta.
Estando eu aqui, sozinha, mas muito bem acompanhada de todas as minhas dúvidas, esperei sentir o velho arrepio em algum instante, um segundo que fosse. E eu sabia que ele vinha. Tinha que vir, mesmo que viesse no último passo antes da cama, no último suspiro abafado de hoje. Mas ele não veio.
Eu não sei mais escrever. Desaprendi a colocar um amontoado de letrinhas na ordem correta e exigir que elas tenham significação. Esqueci de como é que se faz quando se quer contar alguma coisa, o que se diz para expressar uma idéia, um pensamento, uma opinião.
E com isso se fez silêncio.
Irônico silêncio da garota (menina?, mulher?) que nunca antes soube o que era não se posicionar e defender sua causa com unhas e dentes.
O brilhante e ensurdecedor silêncio da perda não só da esperança como também da vivacidade, de algo que esteve aqui o tempo inteiro fazendo com que tudo não parecesse em vão e evaporou-se num piscar de olhos.
De pálpebras cerradas, não vi para onde foi, não sei se posso alcançá-lo, e mesmo se pudesse, não sei dizer se o desejo.
Se é de fato verídico que para se escrever bem deve-se escrever todo dia, então aqui vou eu em uma jornada tão excitante quanto uma corrida de caracóis, ver se encontro o "sei-lá-o-quê" perdido, e o trago de volta, apesar de não ter a mínima idéia de como fazê-lo.
Só não acredite você que isso pode se definir como coragem. É mais um passatempo totalmente indispensável passando por entre os carros do trânsito caótico e nas ruas desertas, por todas as esquinas e no meio dos altos edifícios que mais parecem muralhas, tímido e quase que imperceptível (só o vêem olhos realmente atentos).
Eis aqui a minha busca eterna por partes que tive, tenho, deixei de ter e das que ainda vou adquirir. Portanto, apresento a quem quer que seja você, todos os meios cheios e vazios (afinal, é disso que as pessoas são feitas). Os meus, do meu eu profundo, e os de todos os outros eus.

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