Ela não tinha muito mais o que fazer, então decidiu ir embora. Fugir de tudo aquilo parecia uma saída muito mais aceitável do que ficar e lutar.
Enquanto isso Ele olhava para o céu, sem saber direito a razão pela qual, mesmo este estando tão azul, nunca lhe parecera tão cinzento.
"O mundo nunca mais vai ser a mesma coisa" - pensava, enquanto encarava o nada acima de sua cabeça que ali esteve todos os dias e mesmo assim nunca chegou perto de ser compreensível.
Ele não sabia o que havia lá, a uns tantos metros de distância, ou quem. Mas se antes, com Ela, parecia tão perto, agora se afastava cada vez mais. Mal sabia Ele que longe dali se encontrava Ela, com olhos cheios de lágrimas com tanto sentimento que beiravam o vazio.
O amor morreu. Talvez em algum segundo entre o novo abraço de sorriso sincero e o velho sorriso de abraço forçado, difícil de definir. E mesmo quando esse antigo amor que já nasceu um pedaço morto dava um último grito de esperança no peito de cada um deles, não deixava de ser uma mentira.
Então foi assim que ficou. Depois de algum tempo (considere perdido ou não), Ela foi embora dizendo "Adeus, para sempre" que mais soou como um "Até logo" e saiu à procura de um novo retrato que coubesse na antiga moldura, uma nova distração para as próximas doze horas, até que esta morresse também.
Esses são fatos com triste começo e de fim melancólico, ambos intermináveis. A 'Fórmula Geral' da vida, tão medíocre quanto uma da Física: você põe o número que quiser.
Mas de vez em quando Ela lembra dele, da mesma forma que às vezes Ele pensa nela, e ninguém sabe ao certo se o que sentem nessas horas é um conjunto de ódios aglomerados em cubos ou se são cócegas.
Ocasionalmente eles até se encontram, e quando os dois não têm nada a perder resolvem dar ao acaso e à sorte uma segunda chance.
Vão e voltam, vão e voltam, vão e voltam...
Não necessariamente para os mesmos lugares e com as mesmas pessoas.
Essa é a história de um amor que alguns conhecem, outros não. Desses que mudam de personagens mas não mudam de cena, que substituem protagonistas mas não alteram desejos.
E eu achei que tinha que te contar - não sei para quê - isso tudo sobre esse tipo estranho de amor-passarinho que atravessa oceanos! (mas sempre acaba morrendo na praia).
Enquanto isso Ele olhava para o céu, sem saber direito a razão pela qual, mesmo este estando tão azul, nunca lhe parecera tão cinzento.
"O mundo nunca mais vai ser a mesma coisa" - pensava, enquanto encarava o nada acima de sua cabeça que ali esteve todos os dias e mesmo assim nunca chegou perto de ser compreensível.
Ele não sabia o que havia lá, a uns tantos metros de distância, ou quem. Mas se antes, com Ela, parecia tão perto, agora se afastava cada vez mais. Mal sabia Ele que longe dali se encontrava Ela, com olhos cheios de lágrimas com tanto sentimento que beiravam o vazio.
O amor morreu. Talvez em algum segundo entre o novo abraço de sorriso sincero e o velho sorriso de abraço forçado, difícil de definir. E mesmo quando esse antigo amor que já nasceu um pedaço morto dava um último grito de esperança no peito de cada um deles, não deixava de ser uma mentira.
Então foi assim que ficou. Depois de algum tempo (considere perdido ou não), Ela foi embora dizendo "Adeus, para sempre" que mais soou como um "Até logo" e saiu à procura de um novo retrato que coubesse na antiga moldura, uma nova distração para as próximas doze horas, até que esta morresse também.
Esses são fatos com triste começo e de fim melancólico, ambos intermináveis. A 'Fórmula Geral' da vida, tão medíocre quanto uma da Física: você põe o número que quiser.
Mas de vez em quando Ela lembra dele, da mesma forma que às vezes Ele pensa nela, e ninguém sabe ao certo se o que sentem nessas horas é um conjunto de ódios aglomerados em cubos ou se são cócegas.
Ocasionalmente eles até se encontram, e quando os dois não têm nada a perder resolvem dar ao acaso e à sorte uma segunda chance.
Vão e voltam, vão e voltam, vão e voltam...
Não necessariamente para os mesmos lugares e com as mesmas pessoas.
Essa é a história de um amor que alguns conhecem, outros não. Desses que mudam de personagens mas não mudam de cena, que substituem protagonistas mas não alteram desejos.
E eu achei que tinha que te contar - não sei para quê - isso tudo sobre esse tipo estranho de amor-passarinho que atravessa oceanos! (mas sempre acaba morrendo na praia).

Um comentário:
minha nossa, pequena...
assim você me mata, numa madrugada fria e com neblina.
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