Ele não está mais lá. Não está.
Contente-se em ficar sozinha. Sozinha.
Seu caminho já traçado. Está?
Vou contar para todo mundo. O mundo.
Que ser assim tanta gente não é justo. Não é justo.
E querer que alguém te queira também não. Nunca foi.
Que sentir dores extendidas. Ampliadas.
Perdidas pelo horizonte. São as minhas.
Matam-me por dentro e por fora. Feridas.
De amor, de amor. De guerra.
E eu que sou tantas pessoas... Separadas.
Ele disse que o dado se joga. Por pontos.
As cartas na mão. Minhas frases.
Os problemas dentro de mim. Poesia.
Que se atiram ao mar de rochas. Vão caindo.
Com medo de ser feliz. Como eu.
E buscam somente alguém. Sem rumo.
Alguém como ele. Sem destino.
Alguém para estar lá. Sem propósito.
Mas ele não está mais. Eu sou só.
Desistiu? Estou só.
De mim, que sou. Quebra-cabeça.
Agora quero que faça. Preciso que faça.
Acorde, diga, me dê. Sentido, sentido.
Faça-me sorrir. Faz?
Porque agora, em mim. Só tem eco.
E me pergunto a toda hora. Onde está.
Ele que foi, e que vai preencher o meu. Vazio.
Ele que volta para preencher o meu. Vazio.
Beber de um copo d'água sempre. Sempre.
Meio-cheio e não meio. Vazio.
Não está. Sozinha. Está? O mundo. Não é justo. Nunca foi.
Ampliadas. São as minhas. Feridas. De guerra.
Separadas. Por pontos. Minhas frases. Poesia. Vão caindo. Como eu. Sem rumo. Sem destino. Sem propósito.
Eu sou só. Estou só. Quebra-cabeça. Preciso que faça. Sentido, sentido. Faz?
Só tem eco. Onde está. Vazio. Vazio. Sempre. Vazio.
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Um comentário:
meu preferido até agora. definitivamente.
tenho planos pra esse.
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