segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fortúnio

Juntou seus pertences em uma mala e foi, não olhou para trás. Era por pouco tempo, mas mesmo assim exigia coragem. No caminho, olhava para cima o tempo todo, o céu estava azul, azul, somente azul. Verde algumas vezes, quando passava por uma árvore. Sentia a sombra beijar seu rosto e ir embora, familiar...
Ouvia silêncio e nada mais do que silêncio, como gostava de ser assim. Há dias não escuta mais ninguém apenas pelo luxo de poder não se importar, ou de tentar. Tentar até conseguir. E conseguiu.

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