Meu querido você que só eu conheço,
Vim dizer que fui embora. E chega a ser até engraçado.
Achei que sentiria uma dor peculiar que por vezes já senti, um peso. Tudo o que conseguia sentir, porém, era a falta dele nos meus ombros.
Não é que eu não pense. O carro está esperando e as malas estão prontas, mas que tipo de coração nunca olha pra trás? Então penso, sim. E questiono...
Eu respirei quem você é por muito tempo. Algumas vezes bem pouco, outras até demais. E assisti tua presença aparecer, sumir, ficar, partir.
Certa vez você me disse que eu te deixava confuso. Agora sei que isso aconteceu pelo simples motivo de que eu sou o movimento e você está sempre estagnado. Eu mudo de idéia mas sei o que quero, você é incerteza o tempo todo.
Dizia, e depois não, tinha medo dos seus passos. Ora, eu não sou mais uma menina, minha criança. Talvez você tenha ainda alguns anos para viver antes que nos encontremos novamente.
Naquele dia, logo antes, você sorriu quando eu disse que ia embora. Achou que para ir embora era preciso mudar de lugar... Eu já sabia, então apenas sorri de volta, e me perguntei se você entenderia meus motivos quando tudo acontecesse.
Resolvi escrever para clarear, quanta ironia nisso. E se você não se pergunta, muito bem, desculpe-me pelo incômodo. Mas se sim...
Saiba que ainda há muito o que viver, para nós dois. Talvez nesse tempo você aprenda que os desejos e as paixões não são como aquelas que a gente tem na escola.
Você vai saber, um dia vai saber. E vai entender que não é que a tua figura não more em meus pensamentos, é só que ela não mora na minha realidade. Até porque foi você quem não quis que isso fosse diferente.
Não há espaço aqui agora para algo tão oposto a mim mesma, teus medos não cabem perto dos meus.
Assisti a mesma história se repetindo e eu não quero ficar assim, presa no mesmo livro. Se fosse ao menos outra edição...
Então juntei toda a coragem em mim e fui. E chega a ser até engraçado.
Eu respirei você por muito tempo, até quando você não estava lá. Agora eu preciso de um novo ar.
Eles, surpresos, intrigados e até um pouquinho irritados, advertiram: serão novas dores.
Pois eu digo, novas dores? Aí que está. Novas, dores novas.
Até... quem sabe?
Atenciosamente,
Meus eus que só você conhece.
Vim dizer que fui embora. E chega a ser até engraçado.
Achei que sentiria uma dor peculiar que por vezes já senti, um peso. Tudo o que conseguia sentir, porém, era a falta dele nos meus ombros.
Não é que eu não pense. O carro está esperando e as malas estão prontas, mas que tipo de coração nunca olha pra trás? Então penso, sim. E questiono...
Eu respirei quem você é por muito tempo. Algumas vezes bem pouco, outras até demais. E assisti tua presença aparecer, sumir, ficar, partir.
Certa vez você me disse que eu te deixava confuso. Agora sei que isso aconteceu pelo simples motivo de que eu sou o movimento e você está sempre estagnado. Eu mudo de idéia mas sei o que quero, você é incerteza o tempo todo.
Dizia, e depois não, tinha medo dos seus passos. Ora, eu não sou mais uma menina, minha criança. Talvez você tenha ainda alguns anos para viver antes que nos encontremos novamente.
Naquele dia, logo antes, você sorriu quando eu disse que ia embora. Achou que para ir embora era preciso mudar de lugar... Eu já sabia, então apenas sorri de volta, e me perguntei se você entenderia meus motivos quando tudo acontecesse.
Resolvi escrever para clarear, quanta ironia nisso. E se você não se pergunta, muito bem, desculpe-me pelo incômodo. Mas se sim...
Saiba que ainda há muito o que viver, para nós dois. Talvez nesse tempo você aprenda que os desejos e as paixões não são como aquelas que a gente tem na escola.
Você vai saber, um dia vai saber. E vai entender que não é que a tua figura não more em meus pensamentos, é só que ela não mora na minha realidade. Até porque foi você quem não quis que isso fosse diferente.
Não há espaço aqui agora para algo tão oposto a mim mesma, teus medos não cabem perto dos meus.
Assisti a mesma história se repetindo e eu não quero ficar assim, presa no mesmo livro. Se fosse ao menos outra edição...
Então juntei toda a coragem em mim e fui. E chega a ser até engraçado.
Eu respirei você por muito tempo, até quando você não estava lá. Agora eu preciso de um novo ar.
Eles, surpresos, intrigados e até um pouquinho irritados, advertiram: serão novas dores.
Pois eu digo, novas dores? Aí que está. Novas, dores novas.
Até... quem sabe?
Atenciosamente,
Meus eus que só você conhece.

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