A manhã não começou nem quente, nem fria, e o dia acordou estranho.
Amanhece, amanhece.
Sente o cheiro de perfume? São essas flores. Viver é tão grande e tão pequeno.
A manhã não começou nem azul, nem rosa, e o dia acordou em silêncio.
O alarme do relógio toca, e tenho preguiça de levantar.
Queria ficar aqui, mas o dia chama: amanhece, amanhece.
Viver é tão suave e tão intenso.
A manhã não começou nem antes, nem com pressa, e o dia acordou em tons de cinza.
Estou esperando o sol bater na janela e sacudir o mundo, mas os ponteiros do relógio não esperam. Eu vejo o branco das margaridas e logo os lírios amarelos. Não consegue sentir esse aroma?
Vejo a terra, o céu, e o que há no meio? Viver só é completo se viver pessoas, e não semanas. As folhas do calendário se destacam porque foram feitas para passar, mas aqueles que amamos não passam.
A manhã não começou nem memorável, nem vazia, e o dia acordou como outro qualquer.
Amanhece, amanhece. Viver é vício de linguagem, eco, ambiguidade, cacofonia.
E num sopro, todas as madrugadas, tardes e noites...
A manhã não começou, e amanhã talvez fosse só outro dia.
O sol nasce, a alegria... Até que escurece.
E viver é tão breve.
sábado, 25 de agosto de 2012
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