Tinha medo de perder as pessoas mas fazia de tudo para perdê-las. E tal sentimento me fez pensar mais em você.
Ah, pequena. O arrepio me percorreu o corpo todo e assim estremeci. Por longas horas imaginei aquela dança, aqueles lábios, aquele olhar, e quis declamar poesias pelo resto da vida.
Mas pessoas não são insubstituíveis, - talvez a sua beleza até seja - e por isso se vão. Como barquinhos, como penas ao vento.
Elogiei tudo o que é, pouco do que foi, muito do que será. O seu caminho de pedras pontudas vai lhe arrancar sangue, mas disseram alguns que valia a pena ser diferente. Inigualável.
Naquele dia quente juro que enxerguei sua alma. E não era pesada, como sempre diz. Era apenas digna de você.
Você, que nesse dia abriu um sorriso que fez com que os últimos raios do sol parecem meros coadjuvantes da tarde. Você que é tão você, e só.
Você que se for embora, vai ficar. E se decidir ficar, vai.
Por entre o caos e a pressa te entreguei um pedaço de mim que sei, não volta mais. Vai como vão os barquinhos, as pedras e as penas.
Você que teve medo mas agora só consegue sentir uma fria compaixão. Aquelas pessoas, assim como eu, eram pontuais.
Sabia, dentro de si, que a vida acaba logo, mas nós acabamos ainda mais cedo. Viu nelas, e em meus olhos, a beleza do não eterno e ah, como ama o passageiro.
Lindo é ser breve. Às vezes deixa marcas permanentes mas ainda assim, lindo.
Ah, pequena. O arrepio me percorreu o corpo todo e assim estremeci. Por longas horas imaginei aquela dança, aqueles lábios, aquele olhar, e quis declamar poesias pelo resto da vida.
Mas pessoas não são insubstituíveis, - talvez a sua beleza até seja - e por isso se vão. Como barquinhos, como penas ao vento.
Elogiei tudo o que é, pouco do que foi, muito do que será. O seu caminho de pedras pontudas vai lhe arrancar sangue, mas disseram alguns que valia a pena ser diferente. Inigualável.
Naquele dia quente juro que enxerguei sua alma. E não era pesada, como sempre diz. Era apenas digna de você.
Você, que nesse dia abriu um sorriso que fez com que os últimos raios do sol parecem meros coadjuvantes da tarde. Você que é tão você, e só.
Você que se for embora, vai ficar. E se decidir ficar, vai.
Por entre o caos e a pressa te entreguei um pedaço de mim que sei, não volta mais. Vai como vão os barquinhos, as pedras e as penas.
Você que teve medo mas agora só consegue sentir uma fria compaixão. Aquelas pessoas, assim como eu, eram pontuais.
Sabia, dentro de si, que a vida acaba logo, mas nós acabamos ainda mais cedo. Viu nelas, e em meus olhos, a beleza do não eterno e ah, como ama o passageiro.
Lindo é ser breve. Às vezes deixa marcas permanentes mas ainda assim, lindo.
