Dizem que um mais um são dois.
Mas quando eles se encontram, olham-se fundo nos olhos, e ele vê que ela não está lá. Não tem problema, ele também não está. Ninguém nunca está com certeza, estão em outros lugares. E ficam os dois, sozinhos, onde um mais um não dá ninguém.
Dizem que o céu é azul, mas quando amanhece ele tem todas as cores, e quando anoitece, parece que não tem nenhuma. Não dá pra dizer que é azul só porque quando a maioria olha para cima, azul vê. Você tem que passar uma noite em claro para ver quão escuro o mundo é. Porque só naquelas madrugadas frias, enquanto dormem as máscaras, ele posa despido em frente a qualquer sobrevivente de olhos abertos, ou melhor, atentos.
Dizem que existem muitas pessoas como eu no mundo. Mas se é verdade que as pessoas são como ilhas perdidas na imensidão azul da água, como é possível que um sistema isolado seja igual ao meu?
É claro que pode-se encontrar várias dessas pessoas que, assim como eu, não sabem quem são, que questionam do que são feitas. Porém, é pouco provável que alguma delas questione quem sou eu, ao invés delas mesmas. E mesmo que fizessem, o fariam 'de fora', bem diferente da forma como eu questiono: de dentro.
Se assim for, mesmo que em algum momento tenhamos em mente a mesma pergunta, elas não são diferentes?
Dizem que o amor é bom. Mas não se deve classificar tal coisa - sim! coisa mesmo - tão ambigua. E dizem que é boa a maior praga da humanidade? O mal de todos os séculos, o egoísmo disfarçado de altruísmo.
Eu não sei de onde veio essa mania de rotular. As pessoas tem necessidade de sair por aí classificando tudo o que veem pela frente. Isso é bom, isso é mau, isso é igual àquele outro. E quando chegam à alguma conclusão, por maior estupidez que denote, essa se transforma em "verdade universal".
Bom, questionando essas ditas verdades, logo cheguei a uma conclusão: rótulos são para geléias. E eu não sou igual a ninguém - mas que fique claro, não me refiro a ser especial ou algo do tipo, refiro-me a solidão. Não há ninguém como eu pelo mesmo motivo que não há ninguém como você: estamos todos sós - exatemente como ilhas, condenadas a coexistir em um mesmo patético oceano.
Mas quando eles se encontram, olham-se fundo nos olhos, e ele vê que ela não está lá. Não tem problema, ele também não está. Ninguém nunca está com certeza, estão em outros lugares. E ficam os dois, sozinhos, onde um mais um não dá ninguém.
Dizem que o céu é azul, mas quando amanhece ele tem todas as cores, e quando anoitece, parece que não tem nenhuma. Não dá pra dizer que é azul só porque quando a maioria olha para cima, azul vê. Você tem que passar uma noite em claro para ver quão escuro o mundo é. Porque só naquelas madrugadas frias, enquanto dormem as máscaras, ele posa despido em frente a qualquer sobrevivente de olhos abertos, ou melhor, atentos.
Dizem que existem muitas pessoas como eu no mundo. Mas se é verdade que as pessoas são como ilhas perdidas na imensidão azul da água, como é possível que um sistema isolado seja igual ao meu?
É claro que pode-se encontrar várias dessas pessoas que, assim como eu, não sabem quem são, que questionam do que são feitas. Porém, é pouco provável que alguma delas questione quem sou eu, ao invés delas mesmas. E mesmo que fizessem, o fariam 'de fora', bem diferente da forma como eu questiono: de dentro.
Se assim for, mesmo que em algum momento tenhamos em mente a mesma pergunta, elas não são diferentes?
Dizem que o amor é bom. Mas não se deve classificar tal coisa - sim! coisa mesmo - tão ambigua. E dizem que é boa a maior praga da humanidade? O mal de todos os séculos, o egoísmo disfarçado de altruísmo.
Eu não sei de onde veio essa mania de rotular. As pessoas tem necessidade de sair por aí classificando tudo o que veem pela frente. Isso é bom, isso é mau, isso é igual àquele outro. E quando chegam à alguma conclusão, por maior estupidez que denote, essa se transforma em "verdade universal".
Bom, questionando essas ditas verdades, logo cheguei a uma conclusão: rótulos são para geléias. E eu não sou igual a ninguém - mas que fique claro, não me refiro a ser especial ou algo do tipo, refiro-me a solidão. Não há ninguém como eu pelo mesmo motivo que não há ninguém como você: estamos todos sós - exatemente como ilhas, condenadas a coexistir em um mesmo patético oceano.
